Constância?

13:38

Mas quem diria, dois dias seguidos e eu tendo a disposição, lembrança e foco para escrever por aqui. Mas hoje eu ousei, coloquei um café para fazer e lembrei até de fazer uma foto do outfit.

Cheguei do almoço e sentei ali um pouquinho com o kindle para ler um capítulo do livro atual (O Ceifador) que venho gostado muito da leitura, é uma utopia muito bacana.

O café que escolhi hoje foi o de canela, e o cheirinho tomou conta de todo meu escritório, e eu senti aconchego e cuidado, em contra ponto disso tudo estou ouvindo Angra (Carry On) nada aconchegante, não é?

Eu ainda não sei sobre ou como estou escrevendo, mas é como se fosse uma sequência de relatos para a eu de 2013 que na verdade quem lerá será a eu de 2030 (?). Mas eu simplesmente amei ter esse momentinho ontem e hoje, já não sei se acontecerá amanhã, não me comprometerei mas quem sabe...

(Obs.: Eu ainda amo a fonte verda e texto justificado - O tempo de eu escrever durou exatamente o tempo da música)





Vinte e seis

15:06

É tão engraçado o ano ser 2026 e eu ainda ter vestígios da minha eu adolescente perdida em algum lugar por aqui. Ao pensar no Book & Coffee eu penso em um portal mágico, onde por anos eu depositei ideias, estórias, criações, risos, sorrisos, amores e amizades. E hoje, uma (quase) jovem senhora, ainda me pego com a vontade de escrever e tomar um bom café.

Hoje consigo apreciar outros tipos de cafés, diferentes dos que estava acostumada há 13 anos. Mas na verdade, há uma infinidade de opções de cafés para que eu aprecie. Atualmente, tenho três favoritos: O café com chocolate da cacau show e dois cafés da minha cafeteira DeltaQ, que é o de menta e o de canela (pelo amor de Deus não ria). Eu sigo não gostando de canela, mas esse em especial é uma delícia.

Eu ainda leio, leio muito, tomo café, crio, rio, mas a vida adulta me tomou muitos sonhos, sigo cercada de uma realidade pesada e cheia de decisões extremamente dependentes de mim. Eu não sei qual a última vez que eu sentei com calma para ler e tomar café, o que era um habito muito frequente naquela minha vida de escritora desse blog aqui. Eu consigo ler nas horas mais oportunas preciso, nas horas vagas, já deitada para dormir com o kindle (um aparelho para apenas ler livros). Mas prometo, que até o final do ano, porque sim, eu tenho que fazer promessas a longo prazo, eu vou parar, sentar em uma cadeira, poltrona ou sofá, e lerei com uma bela caneca de café em paz e com a cabeça tranquila.

É engraçado eu está aqui escrevendo agora, a cafeteira e as capsulas do meu lado, e eu me recusar a ir preparar um café para terminar de escrever, mas na verdade estou é com medo de perder a linha de raciocínio desse texto/carta. Estou escrevendo rapidinho enquanto o horário comercial não recomeça com gosto de gás e eu preciso voltar para minha realidade de corporative girl.

Me despeço com amor e carinho, desses poucos minutos que reservei para escrever para minha menina interior. Eu te amo e te protejo de tudo que poderia te magoar (escrevi a última palavra o caos se instaurou aqui kkkk)




As vezes

11:20

As vezes me pego pensando em quanto as coisas mudaram nesses últimos anos, em quantas coisas eu me permiti mudar, viver, escolher, abandonar e realizar.

Algumas outras coisas seguem me acompanhando como sombra densa que me assusta e me afugenta, mas espero que tudo melhore, e posso escolher enfrentar ou não. Me vejo mais forte, mais decidida, mas ao mesmo tempo me busco, me reconecto e me permito ser eu as vez, mas só as vezes.

Sinto que os caminhos seguem sendo meus, meus próprios propósitos e escolhas, meus próprios caminhos. E assim a vida segue, se encaminha e se trilha e eu só sigo. Me permito... Mas só as vezes!



Ao som de Jão

12:49

 Há muito tempo eu não me conectava tanto com músicas, não me desligava ao ponto de ouvir e imaginar o clipe inteiro na minha cabeça e as vezes ser a protagonista daquilo que estou ouvindo. Mas recentemente eu me peguei ouvindo Jão e simplesmente me desliguei de tudo. A minha mente fez silêncio, não havia mais barulho, não havia mais guerra de pensamentos, eu estava totalmente imersa, quieta e vivendo.


Isso é tão bom, pois sinto que estou voltando... mesmo que isso não seja real, que eu não esteja voltando, que eu não venha mais a ser quem eu já fui. Mas ele conseguiu, ao menos enquanto eu o escuto, me desconectar e posso ser só eu, sonhadora, a Alice daqui do B&C.


Agora mesmo, escrevo ouvindo 'A Última Noite' e é tão real, é tudo que preciso e quero. Eu só quero a paz que sinto ao ouvir a voz dele, só quero viver as letras, a emoção, o friozinho na barriga. Então encontrei o meu artista da década que eu estava tão precisada...


''Num beijo a gente esquece o porquê a gente deu tão errado. A mais bonita das despedidas. A melhor noite das nossas vidas''