As vezes surgem pessoas na nossa vida que nos amam independente de como somos, de onde vamos e como ficaremos se tudo der errado. Essas pessoas são presentes dos céus, são anjos de asas escondidas, que vem e cuidam de cada feridinha que existe em nosso peito. Nos enchem de alegria e nos mostram que a vida pode ser bonita mesmo que nossos olhos vejam tudo com cor pálida ou sem cor alguma. É por essas pessoas que vale a pena lutar e amar.
Uma casinha pequena...
Um café quentinho...
Um abraço apertado...
Um sussurro já esperado...
A companhia eterna, a certeza da cor, a força do coração.
O vento sopra longe, traz pra perto. Perto do peito, longe do esquecimento.
A certeza é clara, o coração fala mais alto.
O sorriso responde o que a mente pergunta.
A voz confirma, a dúvida que agora sumiu.
Juntei na minha caixa minhas cartas mal escritas, meus bilhetes recebidos, meus mimos que enfeitavam a prateleira de livros agora vazia.
E onde os livros estão... Ah, sim, numa segunda caixa junto também com os retratos que escondiam uma parede florida.
Na mala as roupas de liquidação que sempre comprava em fim de temporada, pelo menos depois que o tempo passa elas deixam de ser a roupa da hora e passam a ser a roupa, bem fora do contexto, como meu cabelo, que agora curtos mostram a tatuagem da nuca, o chapéu do chapeleiro de Alice In Wonderland.
Na terceira caixa, pequena, preta e com fivela, todos meus lápis de olho de cores mais diversas possÃveis. O resto da maquiagem preenchem os espaços.
Numa versão particularmente minha, de karatê kid, botei e tirei casado umas três vezes, até perceber que minha excitação era maior que o frio. Juntei tudo o que ainda restava, coloquei pelo carro. Fechei a porta, coloquei as chaves do bolso da saia. Respirei aliviada e entrei no carro.
Mais uma vez, um novo começo num novo lugar!


