12/04/2014

Alucinações

Não estou bem, a cerveja acabou de acabar, pra variar.
O cheiro e a fumaça do incenso ainda está por todo o quarto.
Ainda estou jogada no chão.

Estou enjoada, novamente.
Meu cabelo molhou o chão inteiro.
Estou cansada demais pra levantar, intacta demais pra me tocar.

Cabeça está rodando, o teto está mudando de cor.
Não quero que me toque.
Estou ainda com poeira, com cheiro de fumaça.
Há algum jeito dessa droga parar de funcionar?
Digo, a embriaguez, o enjoou, o estresse e a tristeza.

Eu não estou em mim, não estou me fazendo bem.
Será que o tempo parou e dois mil e onze voltou?
Não pode ser, você ainda estaria vivo.

Que belo sábado pra lembrar de você e só sentir tua presença.
Já te disse que o mundo anda bem? E que ele anda mal?
Ah, tenha dó. Você quebrou a porcaria da maçaneta da porta outra vez.

Me deixou trancada pela milésima vez, bela droga você é, Thiago!

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