Angustia

Me faltam palavras

13:15

O dia amanheceu, eu abri a janela do quarto e o sol entrou.. Vi o sol invadindo a cama, vi o gato arranhar a porta do quarto. Mais uma vez as lágrimas caiam desenfreadamente. Eu nem sabia mais meu nome, que horas eram e que eu deveria estar fazendo. Eu estava triste, sozinha e angustiada. Eu não era mais nada, eu não era mais ninguém. Era o pó do que restou, era uma tristeza sem fim. Era eu sem ser eu, eu era nada naquelas horas, eu não era ninguém.
Cai  mais uma vez, estou no chão, estou quase morta. Os olhos sangram, a garganta fraqueja e eu me isolo. Foi o que restou.

Angustia

Num tom de silêncio

21:34

Se meu silêncio incomodar, não fará mal.
Apenas quero ficar quieta.
Hoje as coisas não fluíram, só regrediram.
Eu me cansei, eu sentei e chorei.
Eu não te culpo, ou culpo, nem eu mesmo sei. Mas fazer o que? Pelo que entendi você entrou nesse barco, você me assegurou e segurou. É complicado, é pesado. Mas é a banda que toca, Baby.
Meu silêncio se ecoará pela casa, meu ninho será o canto da cama, a música nem mesmo quero escutar, só quero chorar, me lembrar que amanhã posso melhorar. 
Não preciso de álcool, talvez água. Mas o escuro e o silêncio. Meu silêncio.


Angustia

Cura

00:12

Ele tem a arma que me desarma.
O sorriso que atravessa a dor que carrego, trazendo um alívio pra dor que ainda carrego comigo.
A cura da ferida que ele faz, é ele...


Angustia

Dói

19:10

Porque será que nos dias de chuva a dor vem mais forte?
É apenas fechar os olhos que fujo à um lugar que não é meu, que não é pra onde devo ir e nem com quem devo estar. Quando a chuva cai, era pra ir junto com ela todas as lembranças, toda a saudade e todo o vazio. Mas aqui, comigo, acontece tudo ao contrário. A saudade aumenta, o vazio faz sangrar e as lembranças me acompanham. É como acordar dum sonho e cair num pesadelo, onde tudo que mais quero é esquecer o que tenho que lembrar, ou lembrar tudo que devo esquecer. E apenas respiro, cada vez pior por sinal.


Angustia

Ao certo, ou incerto?

19:01

Não sei bem como estou lidando com isso...
As vezes, no meio da noite vejo minha mãe chegando perto de mim e me perguntando 'Mais uma noite?' e eu simplesmente tento esconder meu rosto e minhas lágrimas.
Agora ficou claro que não adianta muito falar, explicar ou tentar entender que as coisas não são como um dia achei que eram. No silêncio da noite é que as coisas veem a tona, é que a dor machuca mais. É um vazio profundo, com espaço do tamanho do vento, que não é possível pegar, pois evapora como fumaça.
Lidar com meus fantasmas, meus medos e os machucados nunca foram tão difíceis. Talvez por... Bom, eu não sei o motivo de doer tanto e ser tão difícil esquecer, principalmente no tempo em que um sorriso e uma felicidade tem que ser criada, para não transcrever o que minha alma grita.
Não sei até quando e também não sei onde vou chegar com isso, espero que chegue logo ao fim.