Ainda não entendi, qual a grande jogada do mundo com a vida das pessoas...

Não consigo...
Simplesmente não consigo fingir pra mim mesma que está tudo bem quando não está. Meu ar some, meu peito aperta e meu corpo congela. Minha cabeça gira, é minha inimiga, ela inventa coisas, fantasia sem ração, faz com que eu queira sumir.
Eu tenho tanto medo de perder que eu prefiro afastar de mim o que eu amo. Eu sofro tanto, eu sou um furacão, eu sou um vulcão em constante erupção.
Eu não me vejo mais sorrir, eu apenas me vejo partir.

Desde muito cedo eu já sabia de coisas que eu iria gostar e de coisas que eu não iria suportar. Mas também coisas que saberia tolerar.
Com surpresas sempre vivi entre amor e ódio, nunca gostei mas também, as vezes, eu abria um sorriso. Também nunca fui de me emocionar e blá blá blá.
No último ano recebi algumas surpresas que amei e chorei, isso me refez pensar nos conceitos sobre amar surpresas. Então cai eu na armadilha de 'É minha vez de surpreender' mas algo que também nunca fui boa, foi de receber crÃticas e aceitar carinhas que estampam o lado negativo de meus atos.
Eu fiz com algo com amor, carinho e maior consideração do mundo. O máximo que eu esperava receber era um sorriso amplo e um abraço apertado. Recebendo qualquer coisa que contradiz isso, meu peito sangra devagarinho e eu morro no meu drama de atriz mexicana. Mas é isso mesmo, meu bem. Estou querendo aprender a lidar com decepções e carinhas que eu não esperava. Pois, a vida NÃO É UMA NOVELA.
Vale a pena se fechar para novos amores só porque alguém que não sabe amar te machucou?
Vale a pena ignorar novos sorrisos só porque um foi falso pra você?
Vale a pena esconder seu coração só porque alguém que o teve fez dele uma piada?
Ou vale a pena amar sem medo?
Até hoje não entendi muito bem a importância de palavras ditas da boca pra fora. Talvez por ser a sensibilidade em pessoa, me importo e me machuco tanto com falsas palavras.
Muitas vezes, uma verdade que te corta a alma é bem mais importante que mentiras que alimentam a alma e a destrói ao mesmo tempo.
Sempre fui de confiar e acreditar muito, uma vez machucada seriamente jurei a mim mesma que jamais acreditaria facilmente, e menos ainda confiaria em alguém que abrisse a boca pra falar de amor. Mas como o destino gosta de nos ensinar e na maioria das vezes de forma complicada, a verdade esteve diante de mim todos os dias, mas eu preferi acreditar numa mentira que me confortava, acreditar numa mentira que hoje vejo que não tinha fundamento algum.
Acreditei numa boca que falava 'amo você' sem saber que dessa boca saiam também as lâminas mais afiadas que podiam cortar meu peito, cortar meu respirar e cortar todo e qualquer sonho que eu pudesse vir sonhar um dia. Hoje, não consigo me imaginar falado isso à alguém, menos ainda acreditando que isso possa ser verdade em alguém falando pra mim, pelo simples fato de achar que amar/amor são coisas tão puras que ser humano algum tem o dom de sentir por outro alguém que não tenha seu próprio sangue correndo nas veias.
Acreditar num sentimento de carinho, afeto e atenção vale mais a pena e me parece a saÃda mais fácil de ser feliz com um outro alguém!


