


A vida dele era vazia, nada tinha de alegria.
A vida dela era calma, com paz na alma.
Ele o esperava.
Ela nem sonhava em encontra-lo.
Um dia o sol sorriu no horizonte.
Ele pegou a mochila, o violão e saiu.
Ela pegou seu chapéu, o pincel e saiu.
Vida de arte, vida de completação, vida que vive com vida, que ama a vida e que é vida...
Duas vidas que podem e são uma vida só.
E com ele, ela conhece mais que amor de namorado...
Ela conhece o amor de amigo, que é o princípio de tudo.
Ela tem amor de carinho, carinho com amor.
A mistura da cor, com jeito de flor.
Ele tem dela a metade de si, a parte que um dia faltou.
Ele completa ela, ela dar cor a ele.
Ela faz do riso a paz. Ele do olhar o equilíbrio.
Do carinho a guerra, a guerra de paz e de luz.
Eles são assim, mais que amor.
São um amor de amor, que raramente é entendido.
Mas o que importa, é que eles se entendem.
E se, se completam, ninguém precisa entender o contexto dos dois.