

Hoje sai do banho com a toalha enrolada no cabelo, sua blusa, deixava meu ombro a mostra. Sentei na cama e peguei um dos seus livros, meu cabelo caiu sobre o rosto. Senti o cheiro do xampu, lembrei quando disse que meu cabelo tinha cheiro de fósforo assim que sai da cozinha naquele Domingo de chuva que cozinhei pra você. Meu cabelo está ficando enorme, do jeito que você gosta, do jeito que fica fácil você deslizar a mão e puxar de leve, ou com força, quando me beija. A aliança anda folgada demais, emagreci mais do que deveria, você vai brigar comigo quando ver. O quarto está arrumando, isso seria bom se sua bagunça não fosse tão prazerosa de ver, sua bagunça faz com que eu perceba que você está em casa... Amor, cadê minhas meias?Hoje não estou muito a vontade pra conversar com as estrelas. Existe uma falta no meu peito que nem sei o tamanho.
Vi o sol se por e nem ao menos a coragem de levantar do chão chegou.
As estrelas começaram a brilhar, mas pouco me chamou atenção.
Estou só, mais uma vez, e nem sei como, nem o porque. Mas há tristeza, angústia e solidão.
E se tu tá com medo, vem com medo mesmo.
Trás na tua mochila tua vontade maior e vem.
Eu ainda te espero, o carro nem saiu ainda.
Eu vou levar chocolate, o cd sobre uma pessoa só, e eu vou tá lá...
Vem mesmo que com medo, eu acalmo teus nervos, com um cafuné no cabelo, um abraço apertado e meu peito pra você dormir...
Não tem que ter regras pra você vir, só tem que ter você e eu.
Só tem que ter nós. Só um, uma vez, ou outras mil vezes...










